Fica Instituto Moreira Salles, fica!
Aug 13th, 2009 | Por Claudio Versiani | Seção: capa
IMS fecha as portas em BH
O Instituto Moreira Salles fechará suas portas. A exposição “Alécio de Andrade”, reunião de 102 imagens realizadas pelo fotógrafo carioca, que será inaugurada na próxima terça-feira*, marcará o fim das atividades do centro cultural, localizado na avenida Afonso Pena.
Segundo Flávio Pinheiro, superintendente executivo do IMS, a opção por fechar o lugar em Minas passa por contenção de gastos e pela crise econômica mundial.
* A exposição foi inaugurada no dia 04 de agosto.

FICA IMS BH
Nós, abaixo-assinados, pedimos pela permanência do INSTITUTO MOREIRA SALLES em BH
Belo Horizonte não merece perder mais um espaço cultural. Ao contrário, precisa de vários outros!
Assinado,
Admiradores do IMS em BH (clique abaixo para assinar!)
O site não está funcionando. Vá tentando…
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4835
Assinatura 246
Nome: Beatriz de Rezende Dantas
Comentário: Como fotógrafa e professora de fotografia da UFMG, por um periodo de 30 anos, e hoje professora de fotografia da Universidade FUMEC lamento profundamente esta decisão de fechar o IMS que na minha opinião, é a instituição que vem incentivando significativamente a fotografia no Brasil, através da compra, preservação e divulgação de acervos dos pioneiros da fotografia, assim como a realização de outros eventos, como oficinas, palestras, contemplando também as áreas de artes plásticas e literatura. É uma grande perda para o movimento cultural de Belo Horizonte e de Minas Gerais, para a educação e formação dos mineiros.

Menos arte no Centro
“É uma notícia muito ruim em todos os sentidos”, afirma Thaís Pimentel, presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. “É espaço que a cidade ganhou, pautado pela excelência das atividades, que garantiu ao cidadão acesso a exposições que talvez não tivessem outro lugar tão adequado para sua realização”, observa.
Uma perda lamentável
editorial do jornal O Estado de Minas
As portas do belo prédio da Avenida Afonso Pena, 737, próximo à Praça Sete, no coração de Belo Horizonte, vão se fechar no fim deste mês e não se sabe quando serão reabertas. Elas vão encerrar para sempre, como mostra reportagem do Estado de Minas (Cultura), um dos mais bem montados espaços culturais da cidade, o Instituto Moreira Salles (IMS). Inaugurado em 1997, como um presente do então Unibanco – última denominação da casa bancária fundada em Poços de Caldas, antes de sua fusão com o Itaú – ao centenário da cidade. A perda é enorme. É mesmo incalculável, dada a excelência e o refinamento da programação que a casa vinha ofereceu nos 12 anos de funcionamento. De fato, aquele se consolidou como um privilegiado espaço para exposições de artes visuais, complementadas por programação de literatura e música de alto nível.
Nos últimos anos, o edifício de atraente arquitetura, construído em 1925 para ser sede do Banco do Brasil e incorporado mais tarde pelo banco dos Moreira Salles, tradicional família de banqueiros mineiros, passou a ser presença marcante na vida cultural da cidade. Foi graças ao IMS que o público de BH teve acesso a mostras antológicas de autores históricos da fotografia brasileira, como Marc Ferrez (1843-1923). Bem montadas exposições de artistas plásticos modernos e contemporâneos também valorizaram a programação da casa, dando aos mineiros a oportunidade preciosa de contato com as obras de talentos como os de Portinari, Artur Piza, Mário Zavagli e José Alberto Nemer.
A literatura foi prestigiada pela instituição com o importante lançamento de cadernos dedicados a Guimarães Rosa, Adélia Prado, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto, Raduan Nassar e Lygia Fagundes Telles. Não é preciso ir além disso para se constatar o quanto a cidade tem razões para lamentar a decisão do IMS de encerrar suas atividades entre nós.
Esse duro golpe na vida cultural da cidade se deve, segundo a direção da instituição, a motivos financeiros, agravados pela crise econômica mundial. Nada tem a ver, garante a administração do IMS, com a recente fusão que deu origem ao maior conglomerado financeiro do país, já que o IMS vive de dotação integral da família Moreira Salles. O instituto, pelo mesmo motivo, está fechando as portas também em Porto Alegre, para concentrar suas atividades no Rio de Janeiro e São Paulo. Há que se respeitar os motivos e a decisão de instituição que já deu incontestáveis demonstrações de seriedade. Mas, inconformados com a perda, os mineiros não vão abrir mão da oportunidade de sugerir ao Itaú Unibanco que, pelo menos em relação ao estado que viu nascer o Unibanco e, mais tarde, deu nova musculatura ao Itaú, com a bem-sucedida incorporação do Bemge, recompense BH com investimentos culturais de igual monta e de nível igualmente elevado como o do IMS. A história recente do conglomerado nos permite considerá-lo gente de casa e, na intimidade do café com pão de queijo, ambos sabemos que esse é um prazer e um privilégio que vale a pena manter.
Resposta IMS
Prezados Admiradores do IMS-BH,
Ficamos sensibilizados com o manifesto e abaixo-assinado sobre o encerramento das atividades do Instituto Moreira Salles em Belo Horizonte.
Somos gratos pelas manifestações de admiração e apreço ao trabalho desenvolvido pelo IMS durante os 12 anos de atividade na cidade. É desejo do Instituto continuar presente em Belo Horizonte em parcerias com instituições da cidade que possam hospedar suas exposições. Sentimo-nos honrados pelo reconhecimento a qualidade de nossos projetos culturais.
Em resposta ao apelo contido no abaixo-assinado gostaríamos de informar que o IMS decidiu prorrogar a exposição de Alécio de Andrade até 30 de setembro de 2009.
Esperamos continuar recebendo o apoio de todos vocês.
Flávio Pinheiro
Instituto Moreira Salles

Fotos © Claudio Versiani
Eu hoje visitei o IMS e a exposição de Alécio de Andrade. O espaço é sensacional e a exposição emocionante. Retratos lindos e românticos de um mundo que um dia foi um pouco mais gracioso. Alécio registrou a bela vida bela. Um fotógrafo pleno.
Fechar o IMS é andar na contra mão da história, além de ser uma “maldade” com Belo Horizonte e com Minas Gerais, terra da família Moreira Salles.
Espera-se que o bom senso prevaleça e que o IMS continue aberto em Belo Horizonte.
Fica Instituto Moreira Salles, fica!
PS: Para você que vive ou está em BH…não perca Alécio de Andrade e se puder entre na batalha para manter o IMS aberto.
Belo Horizonte agradece.
PS1: Alguém tem notícias do IMS de Porto Alegre?
O Instituto Moreira Salles fechará suas portas. A exposição “Alécio de Andrade”, reunião de 102 imagens realizadas pelo fotógrafo carioca, que será inaugurada na próxima terça-feira*, marcará o fim das atividades do centro cultural, localizado na avenida Afonso Pena.
Segundo Flávio Pinheiro, superintendente executivo do IMS, a opção por fechar o lugar em Minas passa por contenção de gastos e pela crise econômica mundial.
* A exposição foi inaugurada no dia 04 de agosto.
FICA IMS BH
Nós, abaixo-assinados, pedimos pela permanência do INSTITUTO MOREIRA SALLES em BH
Belo Horizonte não merece perder mais um espaço cultural. Ao contrário, precisa de vários outros!
Assinado,
Admiradores do IMS em BH (clique abaixo para assinar!)
O site não está funcionando. Vá tentando…
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4835
Assinatura 246
Nome: Beatriz de Rezende Dantas
Comentário: Como fotógrafa e professora de fotografia da UFMG, por um periodo de 30 anos, e hoje professora de fotografia da Universidade FUMEC lamento profundamente esta decisão de fechar o IMS que na minha opinião, é a instituição que vem incentivando significativamente a fotografia no Brasil, através da compra, preservação e divulgação de acervos dos pioneiros da fotografia, assim como a realização de outros eventos, como oficinas, palestras, contemplando também as áreas de artes plásticas e literatura. É uma grande perda para o movimento cultural de Belo Horizonte e de Minas Gerais, para a educação e formação dos mineiros.
Menos arte no Centro
“É uma notícia muito ruim em todos os sentidos”, afirma Thaís Pimentel, presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. “É espaço que a cidade ganhou, pautado pela excelência das atividades, que garantiu ao cidadão acesso a exposições que talvez não tivessem outro lugar tão adequado para sua realização”, observa.
Uma perda lamentável
editorial do jornal O Estado de Minas
As portas do belo prédio da Avenida Afonso Pena, 737, próximo à Praça Sete, no coração de Belo Horizonte, vão se fechar no fim deste mês e não se sabe quando serão reabertas. Elas vão encerrar para sempre, como mostra reportagem do Estado de Minas (Cultura), um dos mais bem montados espaços culturais da cidade, o Instituto Moreira Salles (IMS). Inaugurado em 1997, como um presente do então Unibanco – última denominação da casa bancária fundada em Poços de Caldas, antes de sua fusão com o Itaú – ao centenário da cidade. A perda é enorme. É mesmo incalculável, dada a excelência e o refinamento da programação que a casa vinha ofereceu nos 12 anos de funcionamento. De fato, aquele se consolidou como um privilegiado espaço para exposições de artes visuais, complementadas por programação de literatura e música de alto nível.
Nos últimos anos, o edifício de atraente arquitetura, construído em 1925 para ser sede do Banco do Brasil e incorporado mais tarde pelo banco dos Moreira Salles, tradicional família de banqueiros mineiros, passou a ser presença marcante na vida cultural da cidade. Foi graças ao IMS que o público de BH teve acesso a mostras antológicas de autores históricos da fotografia brasileira, como Marc Ferrez (1843-1923). Bem montadas exposições de artistas plásticos modernos e contemporâneos também valorizaram a programação da casa, dando aos mineiros a oportunidade preciosa de contato com as obras de talentos como os de Portinari, Artur Piza, Mário Zavagli e José Alberto Nemer.
A literatura foi prestigiada pela instituição com o importante lançamento de cadernos dedicados a Guimarães Rosa, Adélia Prado, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto, Raduan Nassar e Lygia Fagundes Telles. Não é preciso ir além disso para se constatar o quanto a cidade tem razões para lamentar a decisão do IMS de encerrar suas atividades entre nós.
Esse duro golpe na vida cultural da cidade se deve, segundo a direção da instituição, a motivos financeiros, agravados pela crise econômica mundial. Nada tem a ver, garante a administração do IMS, com a recente fusão que deu origem ao maior conglomerado financeiro do país, já que o IMS vive de dotação integral da família Moreira Salles. O instituto, pelo mesmo motivo, está fechando as portas também em Porto Alegre, para concentrar suas atividades no Rio de Janeiro e São Paulo. Há que se respeitar os motivos e a decisão de instituição que já deu incontestáveis demonstrações de seriedade. Mas, inconformados com a perda, os mineiros não vão abrir mão da oportunidade de sugerir ao Itaú Unibanco que, pelo menos em relação ao estado que viu nascer o Unibanco e, mais tarde, deu nova musculatura ao Itaú, com a bem-sucedida incorporação do Bemge, recompense BH com investimentos culturais de igual monta e de nível igualmente elevado como o do IMS. A história recente do conglomerado nos permite considerá-lo gente de casa e, na intimidade do café com pão de queijo, ambos sabemos que esse é um prazer e um privilégio que vale a pena manter.
Resposta IMS
Prezados Admiradores do IMS-BH,
Ficamos sensibilizados com o manifesto e abaixo-assinado sobre o encerramento das atividades do Instituto Moreira Salles em Belo Horizonte.
Somos gratos pelas manifestações de admiração e apreço ao trabalho desenvolvido pelo IMS durante os 12 anos de atividade na cidade. É desejo do Instituto continuar presente em Belo Horizonte em parcerias com instituições da cidade que possam hospedar suas exposições. Sentimo-nos honrados pelo reconhecimento a qualidade de nossos projetos culturais.
Em resposta ao apelo contido no abaixo-assinado gostaríamos de informar que o IMS decidiu prorrogar a exposição de Alécio de Andrade até 30 de setembro de 2009.
Esperamos continuar recebendo o apoio de todos vocês.
Flávio Pinheiro
Instituto Moreira Salles
Fotos © Claudio Versiani
Eu hoje visitei o IMS e a exposição de Alécio de Andrade. O espaço é sensacional e a exposição emocionante. Retratos lindos e românticos de um mundo que um dia foi um pouco mais gracioso. Alécio registrou a bela vida bela. Um fotógrafo pleno.
Fechar o IMS é andar na contra mão da história, além de ser uma “maldade” com Belo Horizonte e com Minas Gerais, terra da família Moreira Salles.
Espera-se que o bom senso prevaleça e que o IMS continue aberto em Belo Horizonte.
Fica Instituto Moreira Salles, fica!
PS: Para você que vive ou está em BH…não perca Alécio de Andrade e se puder entre na batalha para manter o IMS aberto.
Belo Horizonte agradece.
PS1: Alguém tem notícias do IMS de Porto Alegre?

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