Raymond, um dos 50 bravos candangos
Nov 30th, 2009 | Por Claudio Versiani | Seção: Blog
Ele tem 82 anos e uma tatuagem no antebraço esquerdo: o número 133381 escrito em azul. Era sua identidade em Auschwitz, campo de concentração e extermÃnio que se tornou sÃmbolo de um dos mais terrÃveis episódios da história da humanidade. Judeu, nascido na Polônia, criado na Bélgica, Raymond Frajmund é um bravo candango. Dos 15 aos 17 anos, foi prisioneiro das tropas de Hitler. Vive no Brasil desde 1953 e em BrasÃlia desde 1º de junho de 1960.
Clique na imagem.

Aparecido, tire o chapéu aà por favor
Os olhos de Fernando Collor e as mãos de Arnon de Mello
Bravo Frajmund!
ADDENDUS
Em 1958, Efraim Frajmund integrou, como cinegrafista, a expedição que o artista plástico Flávio de Carvalho organizou à Amazônia. Eu estava vivendo em São Paulo, em 1960, quando o Cláudio Abramo um dia me perguntou se eu não queria trabalhar em BrasÃlia. Confesso que não tinha uma idéia a respeito disso, mas aceitei a proposta e cheguei em BrasÃlia no dia 1º de junho de 1960, para trabalhar na redação do jornal O Estado de São Paulo; a sucursal era chefiada pelo Fernando Pedreira. Naquele tempo, não havia muitos jornalistas que falassem francês fluentemente em BrasÃlia. Tive, então, a oportunidade de entrevistar Sartre, Simone de Beauvoir e Ionescu.
O nome Raymond surgiu em Auschwitz, entre os prisioneiros franceses. O Frajmund virou Frajmond, que acabou se transformando em Raymond. Acabei adotando o nome, diz Efraim Raymond Frajmund, que entrou para a história do jornalismo brasileiro com duas fotos antológicas. Uma delas, na inauguração de BrasÃlia, com os diplomatas estrangeiros de fraque e cartola numa estrada de terra no meio do cerrado (iam para a inauguração da embaixada do Irã). A outra é o registro fotográfico do momento em que o senador Arnon de Mello (pai do ex-presidente Fernando Collor de Mello) matou, com um tiro, seu colega José Kairala, do Acre, dentro do plenário. Com essa foto, Raymond ganhou o Prêmio Esso de Fotografia, em 1964. Também foi vencedor do Prêmio Mergenthaler, dos Estados Unidos.
Eu pensava que Efraim e Raymond fossem irmãos. Zuleika de Souza foi quem me esclareceu a questão e a pródiga rede contou como Efraim virou Raymond…
História dos Israelitas de BrasÃlia
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Aparecido, tire o chapéu aà por favor
Os olhos de Fernando Collor e as mãos de Arnon de Mello
Bravo Frajmund!
ADDENDUS
Em 1958, Efraim Frajmund integrou, como cinegrafista, a expedição que o artista plástico Flávio de Carvalho organizou à Amazônia. Eu estava vivendo em São Paulo, em 1960, quando o Cláudio Abramo um dia me perguntou se eu não queria trabalhar em BrasÃlia. Confesso que não tinha uma idéia a respeito disso, mas aceitei a proposta e cheguei em BrasÃlia no dia 1º de junho de 1960, para trabalhar na redação do jornal O Estado de São Paulo; a sucursal era chefiada pelo Fernando Pedreira. Naquele tempo, não havia muitos jornalistas que falassem francês fluentemente em BrasÃlia. Tive, então, a oportunidade de entrevistar Sartre, Simone de Beauvoir e Ionescu.
O nome Raymond surgiu em Auschwitz, entre os prisioneiros franceses. O Frajmund virou Frajmond, que acabou se transformando em Raymond. Acabei adotando o nome, diz Efraim Raymond Frajmund, que entrou para a história do jornalismo brasileiro com duas fotos antológicas. Uma delas, na inauguração de BrasÃlia, com os diplomatas estrangeiros de fraque e cartola numa estrada de terra no meio do cerrado (iam para a inauguração da embaixada do Irã). A outra é o registro fotográfico do momento em que o senador Arnon de Mello (pai do ex-presidente Fernando Collor de Mello) matou, com um tiro, seu colega José Kairala, do Acre, dentro do plenário. Com essa foto, Raymond ganhou o Prêmio Esso de Fotografia, em 1964. Também foi vencedor do Prêmio Mergenthaler, dos Estados Unidos.
Eu pensava que Efraim e Raymond fossem irmãos. Zuleika de Souza foi quem me esclareceu a questão e a pródiga rede contou como Efraim virou Raymond…
História dos Israelitas de BrasÃlia

Pena que o Raymond esteja vendo tudo isso que está acontecendo com BrasÃlia.
A cidade que foi criada com tanta esperança.
Zuleika, o jeito é povo na rua! A única maneira de tirar o poder dos poderesos e exigir que entreguem os cargos. os poderes públicos, estao contaminados e só o povo poderá detetizá-los com manifestaçao efetiva. O paÃs precisa parar e fazer um balanço sobre a sua triste história. Chorar na frente do teclado nao adianta. Gd abs a todos!
BrasÃlia já resistiu a tanta coisa…
Roriz, Luiz Estevão, Arruda, Collor, etc e a cidade resistiu a mais de 20 anos de ditadura.
A esperança segue.
Dias melhores virão pq pior do que está não pode ficar.
Bjos e abs.
Mais um história para Raymond …