Fairey, Mannie, AP e o crédito fotográfico

Feb 27th, 2009 | Por Gilberto Tadday | Seção: Gilberto Tadday



O poster do Obama feito pelo artista Shepard Fairey ficou famoso aqui nos Estados Unidos durante a campanha presidencial do ano passado.
Recentemente, foi descoberto que o autor da imagem que inspirou Fairey era o fotógrafo Mannie Garcia. Uma grande polêmica e discussão tomou conta da imprensa nos EUA e no mundo. Aqui no Bloco de Notas, a discussão também esteve presente e os comentários foram fervorosos. Veja.
Fairey não foi o primeiro artista – e certamente não será o último – a usar fotografias de outras pessoas como base ou inspiração para sua própria arte. Andy Warhol é um exemplo que logo vem à mente devido à semelhança gráfica entre os dois artistas. Warhol ficou famoso por sua arte pop em que reproduzia, manipulava e alterava imagens fotográficas através da serigrafia. A sua Marylin Monroe é um bom exemplo.



By the way, alguém lembra o nome do fotógrafo que criou a fotografia original? O MoMa, museu de arte moderna de Nova York, não. No site do museu a Marilyn de Warhol é apresentada assim:

Andy Warhol. (American, 1928-1987). Gold Marilyn Monroe. 1962. Silkscreen ink on synthetic polymer paint on canvas, 6′ 11 1/4″ x 57″ (211.4 x 144.7 cm). Gift of Philip Johnson. © 2009 Andy Warhol Foundation for the Visual Arts / Artists Rights Society (ARS), New York.



Só para registro, o fotógrafo é Gene Korman e a foto foi feita para divulgação do filme Niagara de 1953.
A discussão, no entanto, pode ser um pouco mais complexa. Por aqui (NYC), o debate é mais em relação a Fairey ter violado o copyright do fotógrafo ou não. O “Fair Use” é questionado não em relação ao crédito do fotógrafo na imagem e sim em relação a ele ter usado a imagem sem permissão. Ele violou o direito autoral do fotógrafo? Se vamos discutir, devemos nos concentrar neste ponto. E devemos discutir o que é arte, como arte é criada e quais os limites que podem ser estabelecidos ou ultrapassados. A arte criada por Fairey não é a foto feita por Mannie. É completamente diferente, ainda que a fotografia tenha sido o ponto de partida para a criação. Especialistas neste tipo de discussão aqui nos EUA questionam ainda mais. Até que ponto o rosto e a expressão do Obama podem ser “copyrighted”? A imagem criada é tão diferente, que se tornou outra. Agora, onde estabelecemos a linha divisória? Onde a obra deixa de ser uma criação de Mannie Garcia e passa a ser do Fairey? Como falei, para chegarmos a uma resposta, precisamos pensar e discutir mais arte, expressão e questões legais como o “Fair Use”.
Não quero, no entanto, discutir o sexo dos anjos. Afinal, o crédito ao fotógrafo vai ser devidamente registrado. Por que não aproveitamos a oportunidade e questionamos o fato de uma multinacional da indústria da informação ter tentando se apropriar do direito autoral de um dos seus colaboradores? Acho isso muito mais grave do que o fato do Fairey ter ou não ter dado o crédito ao fotógrafo. O copyright da imagem pertence ao fotógrafo. Ele não assinou nenhum contrato cedendo os direitos para a Associated Press. Ele também não é funcionário ou frila fixo da empresa. Por que então, a AP entrou na discussão querendo cobrar crédito e, principalmente, compensação financeira alegando ser a dona dos direitos de reprodução? Porque a maioria das grandes empresas no mundo editorial e jornalístico, tanto aqui quanto no Brasil, tem por hábito o sequestro arbitrário dos direitos do fotógrafo sempre que possível. Aqui, este assunto é sério e boa parte dos fotógrafos se nega a assinar contratos cedendo todos os direitos. As corporações tentam, mas nem sempre levam. E no Brasil? Como agem as empresas, jornais, revistas? E como agem os fotógrafos em relação aos seus direitos? Quem já ouviu falar do infame CCDA? Quem nunca assinou um Contrato de Cessão de Direitos Autorais que atire a primeira pedra… Sim, o crédito do fotógrafo é obrigatório. Mas o direito autoral também deve ser. Mas isso só acontecerá no dia em os próprios fotógrafos entenderem isso e deixarem de assinar tais contratos draconianos. Imaginem a mesma situação do Fairey/Mannie se passando no Brasil. Quem iria faturar? Certamente não o fotógrafo.
Sugiro uma nova discussão: Por que não usamos o nosso tempo discutindo e questionando o “Fair Use” e o crédito obrigatório na internet? E não me refiro somente ao uso da fotografia. Se o Fairey deveria creditar o fotógrafo, será que um blog que copia o “post” de outro não deveria creditar o blog que foi a fonte? E aquele que não copia literalmente mas que “chupa” as informações e as publica como novidade ou como conteúdo original? Circulo diariamente por vários sites e blogs de fotografia do Brasil e do exterior. Não passa uma semana sem que veja notas publicadas aqui na PicturaPixel reproduzidas por outros blog sem o devido crédito. Por que ninguém questiona isso? Não devemos creditar quem teve o trabalho de pesquisar um assunto e criar um conteúdo original, ou pesquisar e agregar informações de vários cantos da rede em um só “post”?
Da mesma forma que me revolta ver fotos em jornais e revistas sem crédito ou com crédito mostrando somente a agência, também me revolta o estômago ver o trabalho e esforço jornalístico de alguns blogs e sites de notícias sendo copiado descaradamente sem crédito. E não me refiro somente a blogs amadores, que estão começando, e ainda não conhecem ou desconhecem a ética jornalística. Já vi várias vezes este comportamento mesquinho em blogs famosos, escritos por autores, fotógrafos e jornalistas de peso, respeitados e conhecidos na indústria fotográfica. Será que ninguém percebe isso? Não é preciso andar por muitos blogs para começar a perceber este comportamento.
A polêmica Fairey/Mannie/AP é bastante interessante e o debate certamente é válido. Mas penso que seria importante discutir questões mais relevantes como as que sugiro acima.

Alguém se habilta?

21 comentários
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  1. Sensacional essa matéria. Parabéns. Gostei de ter lido e vou repassar o link.
    Sucesso a toda turma.
    Bons ventos em 2009.
    360 abçs
    AYRTON

  2. A discussão é boa e importante. É preciso ir mais a fundo. O fotógrafo se apropria de imagens exteriores para a produção de sua obra. Muitas vezes fotografamos não somente pessoas, mas também “obras de outros autores”, como o cenário de uma peça, a iluminação de um show, a decoração de um ambiente etc. Estou apenas colocando lenha na fogueira. O crédito é uma conquista nesse tortuoso caminho do reconhecimento, do respeito e do amadurecimento da atividade. E aí eu entro num ponto que foi citado e que concordo ser ainda mais importante do que o crédito, pois este seria consequência: o contrato, o acordo firmado entre fotógrafo e quem usa a foto.

    Estou cansado de ver coleguinhas que nem fazem acordos verbais sobre que usos sua obra pode ter. Fotógrafos que não combinam nada em relação a seus direitos e deveres, que se limitam a entregar a foto para outra pessoa e depois reclamar em mesa de bar que fulano usou sua foto indevidamente etc. Um contrato é uma formalização de um acordo. Não deve ser unilateral. Eu assino muitas CCDAs no meu trabalho, mas sempre faço questão de incluir, nem que seja de caneta, ao lado da assinatura, os limites que acho importantes (em geral eu autorizo apenas uma utilização, que a segunda seja objeto de novo contrato).

    Vamos em frente que ainda tem muito caminho a ser trilhado. A Magnum tinha nos seus objetivos garantir a propriedade dos negativos aos seus fotógrafos. Pelo menos em respeito ao que já foi conquistado, nós deveríamos abrir o olho e levar mais a sério essa nossa atividade. Será que esse é um mercado ainda muito levado por atitudes amadoras?

  3. Caro Ayrton e caro Eduardo,
    quanto mais lenha por aqui melhor. Boas questões também…

    Muitas vezes fotografamos não somente pessoas, mas também “obras de outros autores”, como o cenário de uma peça, a iluminação de um show, a decoração de um ambiente etc.

    E só para aumentar a fogueira…
    E quando ganhamos prêmios, reconhecimento e dinheiro, com imagens de outras pessoas?
    Bom, fico feliz em ter vcs por aqui. O site está aqui para isso mesmo. Fotografar é preciso, mas pensar e discutir a nossa profissão é fundamental! Para quem se interessa sobre o assunto, lá no antigo blog a temperatura andou quente…
    Confiram aqui…
    http://www.picturapixel.com/blog/?s=fairey&submit=Go
    Abs.

  4. Uai, meninos, de novo???

  5. Meninos e menina, não me estenderei muito, mas acho que é preciso voltar a essa reflexão. Seria pedir muito para trazer os comentários daquela nota novamente?
    Não é provocação. Solo ganas de escribir y pensar.

  6. Amiga Usha,
    mesmo que você não concorde, o Fairey é um cara bacana. E o assunto da nota vai além da polêmica Obama e propõe outra discussão.
    Na verdade o crédito obrigatório sempre foi uma bandeira e um compromisso do blog. Eu sempre fiz campanha por isso e vou continuar fazendo. Aliás tem um selo na capa do blog PICTURAPIXEL CREDITA AS FONTES. E no “Quem somos” está escrito que nós creditamos as idéias também. Nesse nosso tempo tão moderno, vez por outra a rede se comporta de uma maneira estranha, como se as notas ou posts chegassem nas páginas por obra do Divino Espírito Santo.
    E acho que o Eduardo levantou uns aspectos muito interessantes. Portanto o assunto é permanente por aqui.

    Amiga Mari-Jô, vamos deixar os comentários lá. Já tem um enlace aí no comentário de cima. De qualquer maneira a nota que tem bons comentários é essa aqui…
    http://www.picturapixel.com/blog/?p=20427

    Bjos.

  7. Claudio, chuchuzinho, eu nunca disse que o Fairey não é um cara bacana!
    Eu disse até que o poster é lindo e eu o colocaria na parede, se eu já não estivesse saturada de Obama, aliás, bastante por sua culpa…

  8. Amiga você é rápida. Eu lá no Mil Coisas e você por aqui. Não me culpe, eu gosto de Obama sim. Até porque vivi 5 anos sob o domínio daquele outro presidente e além de amigos por lá ainda tenho minha filha e neto vivendo nos EUA. E eu quero ou desejo uma vida melhor para todo mundo e para o mundo todo. Obama ainda é uma esperança. Mas o que eu gosto mesmo é da imagem de Obama e como ele, o presidente utiliza a rede. Isso é bacana de verdade.
    Eu não tenho um poster de Obama, mas tenho uma edição limitada de um adesivo do Fairey que um dia vou colocar na parede.
    Bjo.

  9. Falta uma hora pra eu sair de casa.
    Então vamos lá. O assunto volta, revolta, estende-se, estica, repuxa. E meto minha colher nesse doce de bata doce.
    Já dissemos aqui na PicturaPixel, no formato antigo, sobre Fairey e Garcia. Concordo com Tadday e acho ótimo que ele nos remeta a Warhol e Korman. Well, como a história de Fairey e Garcia é recente, vou repetir o que todos já sabem ou não sabem. Ele é artista de rua, não imaginou, talvez, a envergadura de seu trabalho.
    Creio, apenas creio e penso, que ao vendê-lo, pois ele ganhou dinheiro com isso, tinha a obrigação de ter buscado o crédito. Versiani já disse que o crédito da imagem estava em uma tag (marca). Mesmo se não estivesse. Teria de buscá-la. Não achou a imagem a esmo. Ela não estava no lixo cibernético. Estava no Google em algum site.
    Não estou entarndo no mérito se ele tem ou não de pagar ao autor. Como diz o velho ditado popular: eles que são brancos que se entendam. Acho só que um artista, ao se apropriar, devida ou indevidamente, de uma imagem ou de um texto ou de uma obra deveria, por questões éticas, buscar o autor e fazer referência a ele.
    Bom, isto posto, parafraseando o navegador da louca nau, vamos em frente. Abraços Mari-Jô Zilveti

  10. Caro Eduardo,

    Você captou a idéia. A discussão tem que ser aprofundada e tem que tomar outras direções mais importantes. A idéia para o texto desta coluna foi justamente esta, redirecionar o debate. Não quero ficar discuindo se Fairey deveria ou não ter citado o fotógrafo na descrição de sua obra. Se analisarmos a história da arte contemporânea, vamos ver achar vários artistas consagrados que utiliziaram fotos como base de partida para seus trabalhos e nunca creditaram o autor da foto. Warhol foi só um exemplo, dentre muitos. Um passeio rápido por qualquer museu prova isso. Mas como disse antes, não quero ficar remexendo este ponto que, para mim, não é o mais importante neste caso.
    Você levantou pontos importantes e válidos no seu comentário. Sim, o mercado está cada vez mais levado por atitudes amadoras. E por atitudes mesquinhas e gananciosas também. Acredito que isto sempre existiu, de uma forma ou de outra. Mas hoje em dia, por conta da popularização das câmeras digitais e da internet, a situação tem piorado em um rítmo alucinante e assustador. Explico. Hoje, mais do que nunca, todo mundo é fotógrafo, quero dizer, todo mundo está habilitado a captar imagens. Ser ou não ser fotógrafo é assunto para outra discussão. E todo mundo está habilitado a distribuir estas imagens rapidamente para o mundo todo via web. Nada de mal até aqui. O problema é que agora amadores e não “fotógrafos ” também são criadores de imagens. E eles não sabem dos seus direitos como nós, profissionais, sabemos. Eles não entendem de licensiamento de imagens, de contratos, de crédito obrigatório. Eles só querem ver suas imagens na TV, na página do jornal ou da revista ou em algum outro website. E é aí que entram os gananciosos e “espertos” barões da indústria da comunicação. Conscientes desta ignorância coletiva, eles tiram proveito da situação. Exemplo: durante a posse do presidente Obama aqui no mês passado, o NY Times criou uma seção no seu website para que os leitores enviassem suas fotos da posse (CNN fez o mesmo). Os termos de uso do website? Você, leitor jornalista-cidadão-testemunha-da história cede todos os direitos de reprodução e uso, copyright, para o NY Times. Alguém reclamou? Alguém deixou de mandar as fotos? Eu deixei, com certeza. Mas a maioria nem leu as linhas pequenas. E isso acontece mais e mais todos os dias. Programas de TV fazem o mesmo, pedindo a seu público para enviar fotos de eventos acontecendo. E as pessoas mandam porque ficam felizes de ver suas imagens na TV.
    Imagine que isto faz com que os meios de comunicação queiram cada vez mais direitos nos contratos com seus fotógrafos colaboradores. No Brasil, isso ainda é pior devido à equação “nº de fotógrafos querendo trabalhar” x “números de trabalhos disponíveis”. Se o fotógrafo não assinar o CCDA como a empresou quer, não faz o trabalho porque um outro fotógrafo que recém comprou sua Rebel Digital e “virou profissional” topa trabalhar por nada de dinheiro, sem contrato, ou sem direitos no contrato, só para ver sua foto publicada.

    E como o Claudio falou, como fica o crédito quando fotografamos a criação de outro artista? Mais um tópico a ser pensado e discutido, além dos que eu já citei e os que o Eduardo levantou.

    abs!

  11. >Sua abordagem é ótima, Gilberto. Mas não ficarei só nos elogios.
    1- “By the way, alguém lembra o nome do fotógrafo que criou a fotografia original? O MoMa, museu de arte moderna de Nova York, não. No site do museu a Marilyn de Warhol é apresentada assim:
    Andy Warhol. (American, 1928-1987). Gold Marilyn Monroe. 1962. Silkscreen ink on synthetic polymer paint on canvas, 6′ 11 1/4″ x 57″ (211.4 x 144.7 cm). Gift of Philip Johnson. © 2009 Andy Warhol Foundation for the Visual Arts / Artists Rights Society (ARS), New York.”

    > Vejo, desde moleque, Warhol, e, seus representantes econômicos, pois com certeza não vivia de brisa, comerem a azeitona e empada, solos. Pagaram algum para o autor da fotografia original? Rolou algum rolo? Mas a fama ficou com Warhol, que aliás, nunca gostei, pois sempre vi muita “fermentação em cima do nome do cara. Aqui no norte há muita serigrafia melhor do que as desse cara. No nordeste outra penca, no sudeste e sul outras…

    2- “Até que ponto o rosto e a expressão do Obama podem ser “copyrighted”?”
    > Aí o rolo é ainda maior, pois acho que o artista deveria pegar a autorização de duas pessoas, e pagá-las; ou negociar a autorização com ambas.

    > A lei de 1998, é clara quando o assunto crédito, repeito a autoralidade. Mas me parece que a turma da publicidade não liga muito prá isso. Tenho visto belos trabalhos desde a década de 80 e quase nunca vi o nome do fotógrafo ao lado da fotografia publicitária.
    >Por via das dúvidas, no intuito de colocar em prática o olho por olho dente por dente, em 1993, um senador da república, disse na minha cara que não me pagaria um leque de fotos que encontrou em postais com fotografias minhas e imprimiu um calendário na gráfica do senado. Foi condenado em 200 salários mínimos no papel. Claro, o ex-senador não tem onde cair morto… Agi, antes de 1998.

  12. Caro Wank,
    Bom vê-lo por aqui.
    Você levanta alguns pontos interessantes.
    Arte é assim mesmo, algumas pessoas gostam de um trabalho, outras odeiam, é uma questão de gosto e opinião. Respeito. No entanto, mesmo que você não goste do trabalho de Warhol, acho que ele deve ser respeitado. Warhol não foi consagrado como artista por dominar a técnica de serigrafia e sim pelo uso que fez dela. Ele usou uma técnica conhecida e antiga de uma forma diferente para criar algo novo. Arte é expressão, não podemos questionar isso. Dominar uma técnica é uma coisa, criar usando esta técnica é outra. Se não fosse assim, qualquer um que fizesse um curso de datilografia poderia se considerar um escritor. ou qualquer um com uma câmera digital poderia se dizer fotógrafo.
    Em relação ao seu segundo ponto, acho pertinente questionarmos e debatermos porque na publicidade o crédito do fotógrafo é quase sempre ignorado.
    Um abraço!

  13. Claudio, mandei duas mensagens para o seu e-mail sobre esse assunto (elas têm anexos). Bjs!!!

  14. Como as sincronicidades vêm em ondas como o mar, mandei mais uma, que recebi na seqüência…

  15. Caro Gilberto,
    Respeito o ser humano, só acho que nossos tupiniquins não tiveram e nem tem a visibilidade que Warhol teve. Só para o amigo ter uma idéia, há alguns tempos, lá nos primórdios das manipulações digitais, desembarcou aqui uma paraibana de Campina Grande. Quando a moça mostrou o trabalho, a ficha caiu. Eu nunca tinha vista tantos experimentalismos técnicos de uma só fonte como as que vi. Do nordeste. Ouseja, nosso povo é super criativo e está no anonimato. Nosso país é muito criativo. Tem muitas sacações belíssimas.
    Abraços prá voce também!

  16. [...] tamanho do anúncio? Uma propaganda na capa custa o mesmo que uma nas páginas internas? Na última coluna, sugeri alguns tópicos para discussão. Este é um deles. Nos comentários, Eduardo Queiroga e [...]

  17. Hola, me gustaria saber si existe alguna obligación por parte del fotógrafo de guardar los negativos de las fotos que hace sobre trabajos con particulares. Cuando pagas un estudio fotográfico, o una simple foto, se entiende incluido en el pago la posibilidad de hacer copias sobre el mismo? Si es asi, durante cuanto tiempo tienen la obligación de guardar estos negativos? Hay alguna regulación al respecto? Gracias.

  18. [...] de vender suas imagens – Gilberto Tadday Fairey, Mannie, AP e o crédito fotográfico – Gilberto Tadday PS: O artigo de Guaracy Monteiro foi originalmente publicado no blog Fotomix. Eu [...]

  19. [...] desde a década de 80 e quase nunca vi o nome do fotógrafo ao lado da … Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: [...]

  20. poxa vida, esse post foi há tanto tempo, espero que ainda leiam este comentário-dúvida:
    e quanto à creditação do laboratorista? acredito que hoje muitos fotógrafos já tratem as próprias imagens nos photoshops da vida, mas quando a pessoa não sabe fazer esse tipo de trabalho o laboratorista não recebe nenhum crédito? estou no caso pensando, por exemplo, no laboratorista do sebastião salgado…..

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